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	<title>Brasil &#8211; Pontos de Contato &#8211; Revista sobre Publicidade, Propaganda e Marketing</title>
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	<description>Um espaço para dialogar sobre Comunicação e Marketing. Um lugar para trocar informações sobre as práticas do mercado aliando opinião com notícias e pesquisa</description>
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	<title>Brasil &#8211; Pontos de Contato &#8211; Revista sobre Publicidade, Propaganda e Marketing</title>
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		<title>Filme Um Tio Quase Perfeito 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Moisés Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 18:03:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CINEMA]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Danton Mello]]></category>
		<category><![CDATA[Jullia Svacinna]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Majella]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Antonio Paes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Filme Um Tio Quase Perfeito 2 Filme Um Tio Quase Perfeito 2, longe da vida de trambiques e vivendo em harmonia com sua família, Tony (Marcus Majella) reina soberano no coração de seus sobrinhos. Porém, quando sua irmã começa a namorar Beto (Danton Mello), um homem aparentemente exemplar, ele corre o risco de perder a &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;">Filme Um Tio Quase Perfeito 2</h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Filme Um Tio Quase Perfeito 2, longe da vida de trambiques e vivendo em harmonia com sua família, Tony (Marcus Majella) reina soberano no coração de seus sobrinhos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Porém, quando sua irmã começa a namorar Beto (<strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/danton-mello/">Danton Mello</a></strong>), um homem aparentemente exemplar, ele corre o risco de perder a atenção dos pequenos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Determinado a acabar com a &#8220;concorrência&#8221;, Tony vai fazer de tudo para que Beto não entre oficialmente para a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=O_WJcXORDXM" rel="noopener">família.</a></span></p>
<div class="meta-body-item meta-body-direction" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span class="light">Direção:</span> <a class="xXx blue-link" href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-744941/" rel="noopener">Pedro Antonio Paes</a></span></div>
<div class="meta-body-item meta-body-actor" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span class="light">Elenco:</span> <a class="xXx" href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-654337/" rel="noopener">Marcus Majella</a>, <a class="xXx" href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-594483/" rel="noopener">Danton Mello</a>, <a class="xXx" href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-812682/" rel="noopener">Jullia Svacinna</a></span></div>
<div class="meta-body-item" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span class="light">Nacionalidade</span> <a class="xXx nationality" href="http://www.adorocinema.com/filmes/todos-filmes/notas-espectadores/pais-5028/" rel="noopener">Brasil</a></span></div>
<div></div>
<h2 style="text-align: center;">SINOPSE E CRÍTICA</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Tio Tony reina soberano no coração dos sobrinhos. Ele parece ter se regenerado da vida de trambiques e vive em harmonia com a família até a chegada de Beto, sujeito que rouba o coração da irmã, Ângela, e, de quebra, encanta os pequenos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Com ciúmes do intruso, Tony vai armar planos mirabolantes envolvendo os sobrinhos para tentar provar que o futuro cunhado não vale nada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">A previsibilidade não é necessariamente um pecado. Isso, desde que a adesão a convenções e cânones seja feita de modo voluntário/consciente, fundamentada numa intenção. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Pequenas subversões que colocam em dúvida o cumprimento de protocolos também são bem-vindas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O problema é quando, em prol de um suposto descompromisso, os lugares-comuns são propostos/dispostos como subterfúgios adequados. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">A premissa de <em>Um Tio Quase Perfeito 2 </em>anuncia Tony (<strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/marcus-majella/">Marcus Majella</a></strong>) enciumado por conta da simpatia dos sobrinhos pelo futuro padrasto, Beto (Danton Mello). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Tão logo o protagonista comece a meter os pés pelas mãos, motivado pela inveja, a gente já consegue antever a sequência dos acontecimentos.</span></p>
<h3>Filme Um Tio Quase Perfeito 2</h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O acúmulo de planos de sabotagem; as ações movidas pela cegueira da insegurança; o instante de crise atingindo o ápice com imbróglios aparentemente insolúveis; e o clímax conciliador que desata todos os nós quase como num passe de mágica. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O diretor Pedro Antônio não se desvia um milímetro desse percurso, então, sustentado pelo que tem de manjado.</span></p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13257 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Filme-Um-Tio-Quase-Perfeito-2.jpg" alt="Filme Um Tio Quase Perfeito 2" width="687" height="385" title="Filme Um Tio Quase Perfeito 2 3" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Filme-Um-Tio-Quase-Perfeito-2.jpg 687w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Filme-Um-Tio-Quase-Perfeito-2-300x168.jpg 300w" sizes="(max-width: 687px) 100vw, 687px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Nesse tipo de filme calcado em aprendizados e morais posteriores a percursos, geralmente certos e errados são demarcados e seus andamentos impermeáveis a ambiguidades. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><em>Um Tio Quase Perfeito 2</em> abre pouquíssimos espaços de exceção a essa forma de construir a história, deixando evidentes as passagens positivas e negativas, nem bem cutucando aquelas áreas cinzentas em que as pessoas agem de acordo com impulsos instantâneos que não as representam.</span></p>
<h3>Filme Um Tio Quase Perfeito 2</h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Tudo é muito facilitado nesse longa que passa longe, inclusive, de desenhar com consistência os arrependimentos do antes unânime parente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> Tony faz coisas abomináveis com o seu antagonista, demonstrando uma personalidade revanchista diante da ameaça de ser descanteado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O boicote ao empreendimento alheio e a capacidade de brincar com os sentimentos da irmã, desde que isso signifique levar vantagem numa disputa mesquinha, estão nesse pacote que deixa o personagem a mercê de um julgamento de conduta. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Sob pressão, Tony lança mão de estratégias vis, distante do meramente despeitado e implicante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Mas, Pedro Antônio simplifica consequências de atitudes complicadas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Demonstrando condescendência enorme com o protagonista, ele (e o todo) chega à conclusão de que se Tony agiu impensadamente, logo merece ser perdoado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O diretor nem sequer aborda uma contradição da figura construída com histrionismo por Marcus Majella, talvez porque não a tenha notado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> O tiozão mais bacana das redondezas acusa Beto de “comprar” o afeto das crianças com a infraestrutura da casa e outras coisas que o dinheiro garante.</span></p>
<h3>Filme Um Tio Quase Perfeito 2</h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Porém, é exatamente com uma barganha que ele consegue mudar os humores dos sobrinhos quando estes estão irredutíveis, oferecendo o cumprimento de um desejo a cada um para que as rusgas sejam <a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/jullia-svacinna/">esquecidas. </a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><em>Filme Um Tio Quase Perfeito 2</em> deixa bastante a desejar, inclusive no quesito entretenimento leve, justamente porque passa boa parte de seu tempo enfiado num conflito que emperra até o potencial cômico. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">A estrutura episódica também não ajuda no desenvolvimento desse conjunto que afugenta os vários obstáculos de modo <a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/pedro-antonio-paes/">cômodo.</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13258 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Filme-Um-Tio-Quase-Perfeito-2-1.jpg" alt="Filme Um Tio Quase Perfeito 2" width="688" height="365" title="Filme Um Tio Quase Perfeito 2 4" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Filme-Um-Tio-Quase-Perfeito-2-1.jpg 688w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Filme-Um-Tio-Quase-Perfeito-2-1-300x159.jpg 300w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Filme-Um-Tio-Quase-Perfeito-2-1-310x165.jpg 310w" sizes="auto, (max-width: 688px) 100vw, 688px" /></p>
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		<title>FILME OS FAROFEIROS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Moisés Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Dec 2019 14:49:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CINEMA]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Fragoso]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau Protásio]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Danielle Winits]]></category>
		<category><![CDATA[Maurício Manfrini]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Santucci]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>FILME OS FAROFEIROS Filme Os Farofeiros, quatro colegas de trabalho se programam para curtir o feriado prolongado em uma casa de praia e, chegando lá, descobrem que se meteram em uma tremenda roubada. Para começar o destino não é Búzios, mas Maringuaba; a residência alugada é encontrada caindo aos pedaços, bem diferente do prometido; a &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">FILME OS FAROFEIROS</span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Filme Os Farofeiros, quatro colegas de trabalho se programam para curtir o feriado prolongado em uma casa de praia e, chegando lá, descobrem que se meteram em uma tremenda roubada. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Para começar o destino não é Búzios, mas Maringuaba; a residência alugada é encontrada caindo aos pedaços, bem diferente do prometido; a praia está sempre cheia; e as confusões são inúmeras.</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Link do Filme: <span style="color: #003300;"><strong><a style="color: #003300;" href="https://www.youtube.com/watch?v=5uXkqjGmbr4" rel="noopener">Os Farofeiros</a></strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Data de lançamento: 8 de março de 2018 (1h 39min)</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Direção: Roberto Santucci</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Elenco: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/antonio-fragoso/">Antônio Fragoso</a></strong>, Maurício Manfrini, Cacau Protásio mais</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Gênero: Comédia</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Nacionalidade: Brasil</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11923 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS.jpg" alt="FILME OS FAROFEIROS" width="1200" height="504" title="FILME OS FAROFEIROS 8" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS.jpg 1200w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS-300x126.jpg 300w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS-1024x430.jpg 1024w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS-768x323.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">SINOPSE E CRÍTICA</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Quem nunca se juntou a uma turma de amigos para um fim de semana prolongado de diversão e descanso, seja na praia (principalmente) ou em qualquer outro lugar propício para momentos assim?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;"> Pois é justamente nessa identificação em que residem as apostas de Os Farofeiros, longa assinado por Roberto Santucci e escrito por<strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/cacau-protasio/"> Paulo Cursino. </a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Essa dupla é responsável por alguns dos maiores bilheterias recentes do cinema brasileiro, como De Pernas Pro Ar (2010), Até que a Sorte nos Separe (2012), O Candidato Honesto (2014) e Um Suburbano Sortudo (2016), todos com mais de um milhão de espectadores. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">E se a repetição da fórmula talvez não leve à perfeição, ao menos serve como exercício para evitar excessos e caminhos desnecessários. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Justamente o resultado que aqui encontramos: ainda uma comédia popular, porém superior a muitas das antecessoras entregues pelos mesmos realizadores.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11926 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS-1.jpg" alt="FILME OS FAROFEIROS" width="945" height="630" title="FILME OS FAROFEIROS 9" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS-1.jpg 945w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS-1-300x200.jpg 300w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 945px) 100vw, 945px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Ainda que o elenco de Os Farofeiros apresente nomes que devem chamar a atenção de uma plateia mais televisiva, como Maurício Manfrini (o Paulinho Gogó de A Praça é Nossa, 2014), Cacau Protásio (a Terezinha de Vai Que Cola, 2013-2016) e Aline Riscado (que começou sua carreira artística como dançarina do programa Domingão do Faustão, em 2013), os verdadeiros protagonistas são Antônio Fragoso e <a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/mauricio-manfrini/">Danielle Winits.</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;"> Os dois aparecem como o casal classe média, cada um com seu próprio trabalho, com dois filhos e uma previsão turbulenta de enfrentar a virada do ano na casa da irmã dela, junto com primos, tios, avós e demais parentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;"> Duas coisas, no entanto, acontecem. Primeiro, ele é promovido, e antes de assumir o novo cargo, precisa tomar uma decisão: demitir um dos seus colegas para ajudar na redução de custos da empresa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Segundo, uma discussão familiar de meses atrás volta à tona, gerando um “desconvite” para os festejos de réveillon. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Agora, sem terem para onde ir, só lhes resta se reunirem com os mesmos amigos que verão nele, assim que descobrirem sua nova condição, o algoz de um futuro tranquilo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Assim que pegam a estrada, os quatro casais que estarão no centro da ação de Os Farofeiros nada mais tem como responsabilidade do que desempenharem uma série de gags e esquetes que ficariam bem em qualquer um destes programas que estão acostumados a estrelarem. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Os tipos, portanto, são facilmente reconhecíveis. Há o malandro que sempre tem uma resposta na ponta da língua (Manfrini), o certinho que pensa muito e acaba fazendo nada (Fragoso), a barraquenta que não perde uma boa discussão (Protásio), a gostosona que não se dá conta da própria beleza (Riscado), o ingênuo sortudo (Nilton Bicudo, de Bruna Surfistinha, 2011), o enfezado ciumento (Charles Paraventi, de O Roubo da Taça, 2016), a dona da razão (Winits) e até o gostosão que surge para deixar as mulheres em polvorosa (Felipe Roque).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">O que Santucci e Cursino procuram fazer a partir da elaboração deste cenário é provocar o maior número de confusões possíveis, porém sem ofender nenhuma das partes envolvidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;"> Quando a trupe chega à casa alugada que deveria ser à beira mar, o que encontram é um casebre aos pedaços, com uma piscina imunda, infestações de mosquitos e um calor insuportável, sem ventiladores ou ar-condicionado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;"> As mulheres se sentem ameaçadas pela bonitona recém-chegada, os demais homens se revezam entre os puxa-sacos e os inocentes que não fazem ideia do que se passa entre eles. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Segredos pontuais vão sendo revelados, e mudanças, aos poucos, tomam forma. Uma delas está grávida, o outro sente falta dos filhos que estão com a ex-mulher, um dos casais precisa aprender a confiar um no outro, e até mesmo os que se amam aos trancos e barrancos descobrem como demonstrar afeto sem tanta violência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">E no meio de tudo isso, ainda arrumam tempo para irem ao cinema e dar uma alfinetada nos críticos do gênero – um excesso desnecessário (afinal, os números falam por si, e não será um contraponto isolado que mudará a ideia daqueles habituados a apontar as falhas de produções como essa), porém facilmente perdoável.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11927 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS-2.jpg" alt="FILME OS FAROFEIROS" width="951" height="637" title="FILME OS FAROFEIROS 10" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS-2.jpg 951w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS-2-300x201.jpg 300w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS-2-768x514.jpg 768w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-OS-FAROFEIROS-2-110x75.jpg 110w" sizes="auto, (max-width: 951px) 100vw, 951px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Em resumo, quem já não teve seu momento farofeiro em alguma etapa da vida? Talvez durante a faculdade, ou em alguma junção familiar, todo mundo já entrou em alguma roubada que desejou com todas as forças ter evitado, mas, anos depois, se lembrou com risos e até certa saudade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"> Pois é justamente isso que Os Farofeiros propõe. Tanto que, dependendo da repercussão que o longa tiver junto ao público, futuras continuações devem ser imediatamente <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/roberto-santucci/">encomendadas. </a></strong></span></p>
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		<title>FILME CINDERELA POP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Moisés Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Dec 2019 20:04:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CINEMA]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Garotti]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Paes Leme]]></category>
		<category><![CDATA[Filipe Bragança]]></category>
		<category><![CDATA[Maisa Silva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>FILME CINDERELA POP Filme Cinderela Pop, no filme Cintia Dorella (Maisa Silva) é uma adolescente que descobre uma traição no casamento dos pais. Descrente no amor, ela vai morar na casa da tia e passa a trabalhar como DJ, se tornando a Cinderela Pop. Mas ela não esperava que um príncipe encantado pudesse fazê-la se &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="titlebar titlebar-page">
<h1 class="titlebar-title titlebar-title-lg"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">FILME CINDERELA POP</span></h1>
</div>
<div class="titlebar-btn-holder" style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Filme Cinderela Pop, no filme Cintia Dorella (Maisa Silva) é uma adolescente que descobre uma traição no casamento dos pais. Descrente no amor, ela vai morar na casa da tia e passa a trabalhar como DJ, se tornando a Cinderela Pop. Mas ela não esperava que um príncipe encantado pudesse fazê-la se apaixonar.<br />
</span></div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Data de lançamento: 28 de fevereiro de 2019 (1h 35min)</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Direção: Bruno Garotti</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Elenco: Maisa Silva, Fernanda Paes Leme, Filipe Bragança mais</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Gêneros: Fantasia, Comédia , Família</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Nacionalidade: Brasil</span></div>
<div></div>
<div><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Link do filme: <span style="color: #003300;"><strong><a style="color: #003300;" href="https://www.youtube.com/watch?v=mXz1ojrbuFM" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Cinderela Pop</a></strong></span></span></div>
<div></div>
<h2>CRÍTICA E SINOPSE</h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Baseado no best-seller homônimo de Paula Pimenta, Cinderela Pop, como o título antecipa, é uma releitura da clássica história da Gata Borralheira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;"> Todavia, ao invés de uma princesa ávida por encontrar o seu príncipe encantado, há Cíntia (<strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/maisa-silva/">Maísa Silva</a></strong>), jovem traumatizada pela infidelidade paterna, então descrente quanto ao amor. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Ao contrário das amigas que suspiram pelo cantor romântico Freddy Prince (Filipe Bragança), ela é determinada a estudar e se aperfeiçoar como DJ, ou seja, prioriza a carreira como se qualquer envolvimento afetuoso, inexoravelmente, a levasse a uma perda de rumo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;"> O grande trunfo do longa-metragem dirigido por Bruno Garotti é justamente esse <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/fernanda-paes-leme/">alinhamento</a></strong> com uma dimensão menos idealizada dos romances. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Todavia, até essa característica acaba sucumbindo circunstancialmente aos discursos melosos de pares apaixonados, aos exemplos não apenas positivos, mas estruturados a partir de projeções e de uma boa dose de inocência.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11732 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Cinderela-Pop-Pontos-de-contato.jpg" alt="FILME CINDERELA POP" width="944" height="639" title="FILME CINDERELA POP 13" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Cinderela-Pop-Pontos-de-contato.jpg 944w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Cinderela-Pop-Pontos-de-contato-300x203.jpg 300w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Cinderela-Pop-Pontos-de-contato-768x520.jpg 768w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Cinderela-Pop-Pontos-de-contato-110x75.jpg 110w" sizes="auto, (max-width: 944px) 100vw, 944px" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Destinado a um público jovem, Cinderela Pop, oferece um espetáculo visual atrativo, com cenários elaborados e figurinos que estabelecem pontes entre a pompa do mundo almejado por Cinderela e o colorido vibrante das pistas em que Cíntia intenta brilhar. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Fernanda Paes Leme interpreta Patrícia, a madrasta maldosa que, conforme a original, faz de tudo para garantir sua posição, aqui ao lado do ricaço conquistado com boas doses de ousadia e trapaça. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Seus planos incluem atrapalhar possíveis êxitos da <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/bruno-garotti/">protagonista</a></strong>. Embora a pegada deliberadamente caricatural do núcleo formado, ainda, pelas gêmeas Graziele (Letícia Faria Pedro) e Gisele (Kiria Malheiros) seja uma sacada curiosa, ela é inabilmente explorada, a ponto de eclipsar personagens próximos, vide César (Marcelo Valle) – que, em momento nenhum tem substância para ser além de um pau-mandado cheio de dinheiro –, e de “roubar” o filme, assim se encarregando de empalidecer a saga principal.</span></p>
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Em diversos episódios, ao invés de contrapor maleficamente Cíntia, Patrícia assume canhestra mente a dianteira da produção, ganhando generoso espaço para expressar seus ardis. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Maísa Silva exibe o carisma de sempre, mas acaba presa numa figura limitada, não desenvolvida de acordo com suas várias potencialidades. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">A aversão por relacionamentos é obliterada quando a menina encontra um amor possível, assim que o príncipe por ela ignorado demonstra interesse. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Especificamente, esse enamora mento instantâneo soa um pouco forçado, especialmente dentro de uma trama na qual se discute frequentemente a necessidade da valorização das aspirações individuais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">O discurso da protagonista, portanto, ainda que obviamente exagerado em virtude das nódoas ocasionadas pela separação dos genitores, entra em colapso quando ela encontra um pretendente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;"> Essa alteração de comportamento soa desajeitada na telona, perdendo nuances em favor de uma leitura fácil.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11733 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-Cinderela-Pop-Pontos-de-contato.jpg" alt="FILME CINDERELA POP" width="947" height="640" title="FILME CINDERELA POP 14" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-Cinderela-Pop-Pontos-de-contato.jpg 947w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-Cinderela-Pop-Pontos-de-contato-300x203.jpg 300w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-Cinderela-Pop-Pontos-de-contato-768x519.jpg 768w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/filme-Cinderela-Pop-Pontos-de-contato-110x75.jpg 110w" sizes="auto, (max-width: 947px) 100vw, 947px" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Cinderela Pop, no que tange à temática da necessidade feminina por independência, é melhor resolvido em Lara (Bárbara Maia), ostensivamente esnobada pelo crush de outrora. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">Ela nutre falsas esperanças de namoro. Mesmo periférica, a curva de aprendizado dessa coadjuvante é mais condizente com a mensagem de celebração do amor próprio, central nessa versão contemporânea de uma das histórias românticas mais conhecidas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;"><strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/filipe-braganca/">Filipe Bragança</a></strong> segura a contento a missão de criar um príncipe cunhado no YouTube, sempre auxiliado por sua amiga, Belinha (Giovanna Grigio), que adiante também desempenha papel importante para que certa menina descubra a imprescindibilidade de gostar de si mesma, isso acima de qualquer coisa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;">No quesito atualização, a produção sai-se relativamente bem, principalmente levando em consideração o público-alvo, mas fica devendo nas filigranas, sucumbindo recorrentemente à tentação de valorizar as caricaturas.</span></p>
</div>
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		<title>FILME MINHA MÃE É UMA PEÇA 3</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Moisés Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Dec 2019 22:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CINEMA]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Xavier]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Gustavo]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Pandolfo]]></category>
		<category><![CDATA[Susana Garcia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>FILME MINHA MÃE É UMA PEÇA 3 Filme Minha Mãe é uma Peça 3, no filme Dona Hermínia (Paulo Gustavo) vai ter que se redescobrir e se reinventar porque seus filhos estão formando novas famílias. Essa supermãe vai ter que segurar a emoção para lidar com um novo cenário de vida: Marcelina (Mariana Xavier) está &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;">FILME MINHA MÃE É UMA PEÇA 3</h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Filme Minha Mãe é uma Peça 3, no filme Dona Hermínia (Paulo Gustavo) vai ter que se redescobrir e se reinventar porque seus filhos estão formando novas famílias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Essa supermãe vai ter que segurar a emoção para lidar com um novo cenário de vida: Marcelina (Mariana Xavier) está grávida e Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai casar. Dona Hermínia está mais ansiosa do que nunca!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Para completar as confusões, Carlos Alberto (Herson Capri), seu ex-marido, que esteve sempre por perto, agora resolve se mudar para o apartamento ao lado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Data de lançamento: 26 de dezembro de 2019</span><br />
<span style="font-size: 14pt;">Direção: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/susana-garcia/">Susana Garcia</a></strong></span><br />
<span style="font-size: 14pt;">Elenco:<strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/paulo-gustavo/"> Paulo Gustavo</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/rodrigo-pandolfo/">Rodrigo Pandolfo</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/mariana-xavier/">Mariana Xavier</a></strong> mais</span><br />
<span style="font-size: 14pt;">Gênero: Comédia</span><br />
<span style="font-size: 14pt;">Nacionalidade: Brasil</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Link do vídeo: <span style="color: #003300;"><strong><a style="color: #003300;" href="https://www.youtube.com/watch?v=w7ljmo9Izoo&amp;feature=youtu.be" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Minha Mãe é Uma Peça 3</a></strong></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Sinopse e Crítica &#8211; Minha Mãe é uma Peça 3</h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Depois do sucesso como apresentadora de TV, Dona Hermínia está de volta, agora com o título de vovó, graças à gravidez de Marcelina. Os problemas e reclamações, marca registrada da matriarca, continuam nesta nova fase de sua vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Além de estabelecer uma continuação direta com os filmes da franquia <em>Minha Mãe É uma Peça</em>, esta comédia segue igualmente o padrão esperado das continuações de comédias brasileiras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">É sempre importante incluir alguma viagem internacional para os personagens mostrarem como não se adequam ao mundo lá fora, é indispensável incluir um casamento no final, é necessário que o número de personagens aumente, apenas para dar à protagonista novas oportunidades de interação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Aqui, como em toda a saga, o universo gira em torno de Dona Hermínia (Paulo Gustavo), a mãe desbocada e coruja. Quando ela passeia na feira, os vendedores falam apenas com ela, mas não com outros fregueses.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O lugar é surpreendentemente silencioso, para ouvirmos escutarmos o que ela fala. Quando vai a uma festa para as crianças, é ela quem canta e rouba a cena.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Hermínia se torna protagonista de todos os momentos deste filme, mesmo aqueles supostamente dedicados a outros personagens. O mundo existe em função dela.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11585 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191202-minha-me-uma-pea-3-papo-de-cinema-banner-750x323.jpg" alt="FILME MINHA MÃE É UMA PEÇA 3" width="750" height="323" title="FILME MINHA MÃE É UMA PEÇA 3 18" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191202-minha-me-uma-pea-3-papo-de-cinema-banner-750x323.jpg 750w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191202-minha-me-uma-pea-3-papo-de-cinema-banner-750x323-300x129.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Deste modo os coadjuvantes, por mais que bem-intencionados, servem para lhe dar a réplica. Os namoros instantâneos do filho e da filha, levando a um casamento e uma gravidez, passam como detalhes: o foco se encontra na resposta que a mãe fornecerá a cada situação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">A comédia se move essencialmente pelos diálogos velozes e atropelados da protagonista, em sintoma da nossa percepção caricatural do humor e do drama: interpreta-se o silêncio enquanto exclusividade do drama, enquanto o barulho se torna sinônimo de comicidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Alguém precisaria resgatar Jacques Tati e Buster Keaton, mas enquanto isso, Hermínia fala sem parar. Felizmente, o que melhor funciona neste terceiro filme são os diálogos – ou talvez seja melhor dizer, monólogos – da heroína.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Paulo Gustavo e os demais roteiristas possuem bom senso de cronistas, conseguindo parodiar comportamentos típicos da classe média. Para cada piada forçada, existe alguma boa sacada do texto.</span></p>
<h3>Minha Mãe é uma Peça 3</h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O ator, sempre muito confortável no papel principal, dispara suas falas com o traquejo típico do improviso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11586 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191202-minha-me-uma-pea-3-papo-de-cinema-1-750x422.jpg" alt="FILME MINHA MÃE É UMA PEÇA 3" width="750" height="422" title="FILME MINHA MÃE É UMA PEÇA 3 19" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191202-minha-me-uma-pea-3-papo-de-cinema-1-750x422.jpg 750w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191202-minha-me-uma-pea-3-papo-de-cinema-1-750x422-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O potencial do texto é prejudicado por uma linguagem cinematográfica limitada. Ainda que seja mais bem dirigido que o segundo filme da saga, <em>Minha Mãe É uma Peça 3</em> sofre dos cacoetes típicos de uma forma de cinema-cenário obcecado pelos cartões postais do Rio de Janeiro (e de Niterói), pelos planos aéreos na transição entre cenas, pela trilha sonora inofensiva dizendo ao espectador quando rir e quando chorar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">A atuação e o texto são muito evidentes em sua comicidade ou tristeza, no entanto, num momento de tristeza de Hermínia, a trilha imediatamente indica que este é um instante sombrio, enquanto a câmera acha por bem dar um <em>zoom</em> no rosto lacrimejante da personagem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O resultado não é apenas óbvio, ele também incomoda por considerar o seu espectador pouco inteligente, e incapaz de deduzir sentimentos muito claros como o pesar e o rancor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Em diversas comédias populares nacionais, a música funciona como a tradicional risadinha em pós-produção das <em>sitcoms</em> norte-americanas, do tipo que estimar ser necessário oferecer um manual de instruções ao público.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11587 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191202-minha-me-uma-pea-3-papo-de-cinema-3-750x456.png" alt="FILME MINHA MÃE É UMA PEÇA 3" width="750" height="456" title="FILME MINHA MÃE É UMA PEÇA 3 20" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191202-minha-me-uma-pea-3-papo-de-cinema-3-750x456.png 750w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191202-minha-me-uma-pea-3-papo-de-cinema-3-750x456-300x182.png 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Questões cinematográficas à parte, o projeto se sai bem ao retratar em chave paródica alguns conflitos complexos como a síndrome do ninho vazio e o medo da morte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Não existe grande sutileza nesses retratos – é difícil acreditar que Hermínia esteja tão velha quanto insiste ser a cada diálogo -, no entanto, eles servem a desmistificar um tabu com leveza, confrontando a mãe à sensação de impotência na vida dos filhos quando estes encontraram outros sujeitos de afeto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Obviamente, o roteiro trata de atar (ou reatar) a protagonista com algum homem, porque ainda não consegue conceber a felicidade de uma mulher solteira de meia-idade sem um possível romance no horizonte.</span></p>
<h3>FILME MINHA MÃE É UMA PEÇA 3</h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Ainda estamos distantes de uma representação leve e sem julgamentos morais da independência feminina. Entretanto, dentro do cenário conservador da comédia nacional de estúdios – vide a necessidade de reposicionar a mulher no lar em De Pernas pro Ar ou o reforço do ideal de homem provedor em Até que a Sorte nos Separe -, esta franquia ainda representa uma abertura social mais interessante do que a média.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O aspecto mais contestável nesta comédia continua sendo seu discurso enquanto produto queer. O travestimento de Hermínia jamais funciona como representação da transexualidade, afinal, ela interpreta uma mulher cisgênero e heterossexual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">No entanto, o filme comandado pelo humorista abertamente gay mais popular do Brasil ainda teima em abraçar as figuras LGBTQI+. O roteiro descobriu a importância de incluir falas progressistas, mas não a sua prática.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">De nada adianta colocar um personagem gay prestes a se casar se, nas diversas cenas com o namorado/noivo, os dois sequer se abraçam, sem encostam, ou demonstram o mínimo carinho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">De nada adianta citar que duas mulheres já beijaram outras mulheres se isso não é visto, e ainda vem acompanhado da explicação de que saem com homens hoje, então não tem problema.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Não adianta trazer um discurso belo sobre a aceitação dos nossos filhos gays se o casamento não tem a coragem de mostrar o óbvio, que seria o beijo entre dois homens.</span></p>
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		<title>FILME AINDA TEMOS A IMENSIDÃO DA NOITE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Moisés Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Dec 2019 18:27:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CINEMA]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Ayla Gresta]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Galvão]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Halfeld]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Lange]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>FILME AINDA TEMOS A IMENSIDÃO DA NOITE Filme Ainda Temos a Imensidão da Noite com Ayla Gresta,  no filme Karen é trompetista e cantora em uma banda de rock em Brasília. No entanto, ela não consegue muita sorte em sua trajetória musical. Por isso, decide seguir os passos de Artur (Gustavo Halfeld), um ex companheiro &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>FILME AINDA TEMOS A IMENSIDÃO DA NOITE</h1>
<p style="text-align: justify;">Filme Ainda Temos a Imensidão da Noite com Ayla Gresta,  no filme Karen é trompetista e cantora em uma banda de rock em Brasília. No entanto, ela não consegue muita sorte em sua trajetória musical.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, decide seguir os passos de Artur (Gustavo Halfeld), um ex companheiro de carreira, indo para a Alemanha na intenção de ter sucesso na música.</p>
<div class="ovw-synopsis-info">
<div class="item" style="text-align: justify;">Data de lançamento: 5 de dezembro de 2019 (1h 38min)<br />
Direção: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/gustavo-galvao/">Gustavo Galvão</a></strong><br />
Elenco: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/ayla-gresta/">Ayla Gresta</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/gustavo-halfeld/">Gustavo Halfeld</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/steven-lange/">Steven Lange</a></strong> mais<br />
Gênero: Drama<br />
Nacionalidades: Brasil, Alemanha</div>
<div style="text-align: justify;">Link do vídeo: <span style="color: #003300;"><strong><a style="color: #003300;" href="http://bit.ly/2DBobiA" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ainda Temos a Imensidão da Noite</a></strong></span></div>
<div></div>
<div><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11456 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Design-sem-nome-2019-12-01T152402.874.jpg" alt="FILME AINDA TEMOS A IMENSIDÃO DA NOITE" width="1200" height="628" title="FILME AINDA TEMOS A IMENSIDÃO DA NOITE 24" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Design-sem-nome-2019-12-01T152402.874.jpg 1200w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Design-sem-nome-2019-12-01T152402.874-300x157.jpg 300w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Design-sem-nome-2019-12-01T152402.874-1024x536.jpg 1024w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Design-sem-nome-2019-12-01T152402.874-768x402.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></div>
</div>
<div></div>
<h2 style="text-align: justify;">SINOPSE E CRÍTICA</h2>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/ayla-gresta/">Karen</a></strong>, vocalista e trompetista, decide ir embora de Brasília, pois está cansada de lutar por um lugar ao sol com sua banda de rock. Seguindo os passos de um ex-parceiro de grupo, ela decide tentar a sorte em Berlim.</p>
<p style="text-align: justify;">O convite para a jornada parte de Martin, amigo alemão que permite a configuração de um triângulo improvável.</p>
<p style="text-align: justify;">Triste vida a de Karen (Ayla Gresta), Artur (Gustavo Halfeld) e os colegas de banda. Por mais que se dediquem a apurar sons e letras de seu rock provocador, não encontram público na cidade de Brasília.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo posicionando-se contra o sistema, são obrigados a trabalhar em empregos cujos ideais não compartilham. Eles amam a cidade, mas não se sentem amados de volta.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro da família, encontram pouco apoio. Ainda Temos a Imensidão da Noite trabalha com jovens adultos abandonados numa cidade fantasma, de grandes avenidas vazias, desprovida de senso de comunhão ou interesse pela arte e cultura.</p>
<p style="text-align: justify;">No caso da protagonista, o descaso em Brasília provoca uma rebeldia inconsequente. Ora ela responde ao barulho de uma construção civil com o som de seu trompete (bela metáfora do enfrentamento entre arte e cidade), ora apenas xinga as pessoas e sai do recinto.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11459 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191021-ainda-temos-a-imensido-da-noite-papo-de-cinema-2-750x314.jpg" alt="FILME AINDA TEMOS A IMENSIDÃO DA NOITE" width="750" height="314" title="FILME AINDA TEMOS A IMENSIDÃO DA NOITE 25" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191021-ainda-temos-a-imensido-da-noite-papo-de-cinema-2-750x314.jpg 750w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191021-ainda-temos-a-imensido-da-noite-papo-de-cinema-2-750x314-300x126.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: justify;">O roteiro concebe a ideia de marginalidade menos como um conceito social (a banda Animal Interior, da qual Karen faz parte, é composta tanto por habitantes da periferia quanto do Plano Piloto) do que como uma ideia de impulsividade, uma anarquia que mistura heroísmo e sacrifício na dedicação à carreira musical.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos melhores aspectos deste drama é sua capacidade de captar o vigor juvenil dos personagens, bem representado em contraste com o rigor das linhas arquitetônicas de <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/brasil/">Brasília</a> </strong>e com o silêncio das avenidas e praças diante dos esforços musicais de Karen.</p>
<p style="text-align: justify;">O diretor Gustavo Galvão constrói um filme de muita convicção e pouco afeto, onde as amizades fluidas (com os colegas da banda e com o amigo interpretado por Marat Descartes) substituem os precários laços românticos e familiares.</p>
<p style="text-align: justify;">A música, neste caso, não é apenas um gesto de comunicação, mas também um movimento de afronta contra a inércia geral – vide a cena de Karen se revoltando dentro do ônibus. Estas pessoas lutam, em primeiro lugar, contra a invisibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do interessante painel social, algumas escolhas de direção de imagem e de atores prejudica o resultado. Galvão parece hesitar entre o realismo e a alegoria, criando ora cenas bastante naturalistas (as apresentações da banda), ora instantes que soam extraídos de esquetes cômicas (o interrogatório na delegacia).</p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes a raiva dos personagens é bem trabalhada, a exemplo da performance diante de um prédio residencial, ora a ira soa artificial, sobretudo em momentos catárticos (a revolta contra o patrão insensível).</p>
<p style="text-align: justify;">É tão plausível que um membro da banda anarquista trabalhe para o governo quanto difícil crer na chegada do alemão Martin (Steven Lange), aparentemente sem qualquer objetivo na cidade de Brasília a não ser observar o casal formado por Artur e Karen, oferecendo-se como óbvio vértice de um triângulo amoroso em potencial.</p>
<p style="text-align: justify;">Em paralelo, todo o segmento em Berlim se torna deslocado, mal aproveitado. Por que Karen faria toda essa travessia sem jamais procurar tocar profissionalmente (visto que a única oportunidade surge por iniciativa de Martin)? De que maneira os relacionamentos fluidos se ajustam à cidade tão diferente da realidade da trompetista, para além das mecânicas cenas de sexo? Berlim se limita à função de cenário exótico e diferente – a neve contra o clima seco de Brasília, os bares independentes cheios dos europeus contra o deserto brasiliense – sem se transformar em personagem autônomo.<img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11460 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191021-ainda-temos-a-imensido-da-noite-papo-de-cinema-4-750x312.jpg" alt="FILME AINDA TEMOS A IMENSIDÃO DA NOITE" width="750" height="312" title="FILME AINDA TEMOS A IMENSIDÃO DA NOITE 26" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191021-ainda-temos-a-imensido-da-noite-papo-de-cinema-4-750x312.jpg 750w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/12/20191021-ainda-temos-a-imensido-da-noite-papo-de-cinema-4-750x312-300x125.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" />Recentemente, o cinema brasileiro ofereceu um interessante olhar latino-americano à capital alemã em Muito Romântico (2016), mas neste caso, a viagem constitui sobretudo uma fuga, um lugar outro em relação a este.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo as complicações encontradas por Karen após uma turnê em Istambul resultam inverossímeis.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, Ainda Temos a Imensidão da Noite compartilha qualidades e defeitos de seus personagens. O filme cheio de iniciativas carece de estrutura para canalizá-las.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele se expressa numa fúria que combina bons momentos de atuação com outros artificiais, alguns diálogos coloquiais com outros escritos demais. Este é um projeto cheio de arestas, abandonando personagens e resgatando-os conforme interessa à narrativa.</p>
<p style="text-align: justify;">O drama não é nem linear o suficiente para articular elipses e paralelismos entre personagens; tampouco experimental o bastante para brincar com formas, ritmos, texturas.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a apresentação final do Animal Interior não difere tanto das iniciais (uma vez que se valoriza a resiliência mais do que a capacidade de reinvenção), o filme tampouco busca vias alternativas para representar seus personagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Caberá ao espectador decidir se esta reincidência representa uma forma de otimismo (a necessidade de continuar tentando, de acreditar em seus sonhos) ou pessimismo (pela constatação de que, apesar dos esforços, o sucesso não aparece).</p>
<p style="text-align: justify;">O discurso privilegia, a exemplo dos personagens, a pulsão ao invés da ação, a autoafirmação ao invés da política social.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Filme A Vida Invisível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Moisés Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Nov 2019 18:31:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CINEMA]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Duarte]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Gregório Duvivier]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Stockler]]></category>
		<category><![CDATA[Karim Aïnouz]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Filme A Vida Invisível Filme A Vida Invisível, Rio de Janeiro, década de 1940. Eurídice (Carol Duarte) é uma jovem talentosa, mas bastante introvertida. Guida (Julia Stockler) é sua irmã mais velha, e o oposto de seu temperamento em relação ao convívio social. Ambas vivem em um rígido regime patriarcal, o que faz com que &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>Filme A Vida Invisível</h1>
<p style="text-align: justify;">Filme A Vida Invisível, Rio de Janeiro, década de 1940. Eurídice (Carol Duarte) é uma jovem talentosa, mas bastante introvertida. Guida (Julia Stockler) é sua irmã mais velha, e o oposto de seu temperamento em relação ao convívio social.</p>
<p style="text-align: justify;">Ambas vivem em um rígido regime patriarcal, o que faz com que trilhem caminhos distintos: Guida decide fugir de casa com o namorado, enquanto Eurídice se esforça para se tornar uma musicista, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as responsabilidades da vida adulta e um casamento sem amor com Antenor (Gregório Duvivier).</p>
<p style="text-align: justify;">Data de lançamento: 21 de novembro de 2019 (2h 19min)<br />
Direção: K<strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/karim-ainouz/">arim Aïnouz</a></strong><br />
Elenco: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/carol-duarte/">Carol Duarte</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/julia-stockler/">Julia Stockler</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/gregorio-duvivier/">Gregório Duvivier</a></strong> mais<br />
Gêneros: Drama, Romance<br />
Nacionalidades: Brasil, Alemanha</p>
<p style="text-align: justify;">Link do filme: <span style="color: #008000;"><strong><a style="color: #008000;" href="http://bit.ly/2OgwfeU" rel="noopener">A Vida Invisível</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
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			</item>
		<item>
		<title>CARCEREIROS &#8211; O FILME</title>
		<link>https://pontosdecontato.com.br/cinema/carcereiros-o-filme/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=carcereiros-o-filme</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Moisés Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Nov 2019 16:47:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CINEMA]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[José Eduardo Belmonte]]></category>
		<category><![CDATA[Milton Gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Lombardi]]></category>
		<category><![CDATA[Rômulo Braga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CARCEREIROS &#8211; O FILME Assista ao filme Carcereiros, na difícil rotina dos agentes penitenciários brasileiros que, mesmo não estando presos, precisam lidar com a vida atrás das grades. Com a chegada de um terrorista internacional, o trabalho de Adriano, um carcereiro contrário à violência, fica ainda mais difícil. A tensão no presídio aumenta e ele precisa &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>CARCEREIROS &#8211; O FILME</h1>
<p style="text-align: justify;">Assista ao filme Carcereiros, na difícil rotina dos agentes penitenciários brasileiros que, mesmo não estando presos, precisam lidar com a vida atrás das grades.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a chegada de um terrorista internacional, o trabalho de Adriano, um carcereiro contrário à violência, fica ainda mais difícil. A tensão no presídio aumenta e ele precisa controlar duas facções em conflito, sem sair da cola de Abdel.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme é inspirado no livro de mesmo título, escrito por Drauzio Varella, e a adaptação segue o sucesso da série &#8216;Carcereiros&#8217; produzida pela Globo, em 2016.</p>
<p style="text-align: justify;">Data de lançamento: 28 de novembro de 2019 (1h 50min)<br />
Direção: José Eduardo Belmonte<br />
Elenco: Rodrigo Lombardi,<strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/milton-goncalves/"> Milton Gonçalves</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/romulo-braga/">Rômulo Braga</a></strong> mais<br />
Gênero: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/drama/">Drama</a></strong><br />
Nacionalidade: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/brasil/">Brasil</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Link do vídeo: <span style="color: #003300;"><strong><a style="color: #003300;" href="http://bit.ly/2KMukw7" rel="noopener">CARCEREIROS</a></strong></span></p>
<h2 style="text-align: justify;">CRÍTICA E SINOPSE</h2>
<p style="text-align: justify;">O íntegro e avesso à polícia, Adriano <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/rodrigo-lombardi/">(Rodrigo Lombardi)</a> </strong>busca garantir a tranquilidade do presídio onde trabalha como guarda carcerário, ainda que sofra com grandes dilemas familiares.</p>
<p style="text-align: justify;">A chegada de Abdel, perigoso terrorista internacional, aumenta a tensão no já convulsionado espaço que vive dias de terror por conta da luta entre duas facções criminosas.</p>
<p style="text-align: justify;">Adriano poderia seguir a carreira de professor de história, mas prefere o cargo de carcereiro numa prisão perigosa. A filha aponta vagas de professor num jornal, lamenta os riscos da vida entre presidiários, porém o pai é irredutível em sua vocação.</p>
<p style="text-align: justify;">Adriano representa uma figura apartidária, para quem todos os governantes são todos igualmente ruins, mas que acredita na necessidade de manter os internos em segurança.</p>
<p style="text-align: justify;">Este trabalhador alheio ao espectro direita-esquerda, porém dotado de irretocável senso moral, constitui o protagonista de Carcereiros: O Filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele representa a única espécie de herói vislumbrado neste país polarizado: um “homem de bem” que respeita os presos sem erguer a bandeira dos direitos humanos, que se considera ainda mais íntegro por sobreviver num sistema corrupto.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-258960" src="https://www.papodecinema.com.br/wp-content/uploads/2019/10/20191016-carcereiros-o-filme-papo-de-cinema-2-750x353.jpg" alt="CARCEREIROS - O FILME" width="750" height="353" title="CARCEREIROS - O FILME 30"></p>
<p style="text-align: justify;">O diretor José <span style="color: #003300;"><strong><a style="color: #003300;" href="https://pontosdecontato.com.br/tag/jose-eduardo-belmonte/">Eduardo Belmonte</a></strong></span> surpreende ao oferecer um projeto enxuto, de curta duração, focado apenas no que interessa: a tensão permanente sobre uma ameaça de rebelião a todo instante.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde as frases de efeito na descrição inicial (“Eu entro no inferno todo dia”, “Facção é guerra, e guerra não tem juiz”) até as profecias de um interno com distúrbios psiquiátricos (“Hoje é dia de ira. Não vai sobrar demônio no inferno”), o espectador sabe que a intenção deste roteiro é promover o caos, fazer a cadeia explodir, simbólica e literalmente, para o prazer fetichista de observar a matança dentro de um lugar fechado.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos de ação, portanto, o filme deve encontrar seu público. A narrativa não perde tempo apresentando interesses amorosos, filhos pequenos ou qualquer outro elemento capaz de aumentar os riscos emocionais da jornada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a prisão pega fogo, resta apenas a lógica do ataque e da defesa. As cenas da invasão são filmadas em planos curtíssimos, com a câmera na mão tremendo para todos os lados, enquanto a fotografia apaixonada pelo contraluz e pelos tons multicoloridos reduz carrascos e vítimas a silhuetas escuras com uma arma na mão.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se sabe ao certo quem está atirando ou quem está sendo baleado – mas por este ponto de vista, quem se importa de fato? Oferece-se o prazer da ação em si, o tiroteio pelo tiroteio, como num videogame (às vezes literalmente) em primeira pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta decisão, eficaz em termos de ritmo e imersão, também resulta muito problemática no que diz respeito ao humanismo da trama.</p>
<p style="text-align: justify;">É muito diferente empilhar corpos anônimos num <em>slasher</em> adolescente ou num terror sobrenatural, mas o valor de uma matança se modifica dentro de um contexto tão próximo da realidade brasileira quanto uma prisão marcada por facções, presos privilegiados e um sistema corrupto.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe uma responsabilidade muito maior no retrato desta cadeia, embora <em>Carcereiros</em> prefira tratar todos os homens ali confinados como cadáveres em potencial.</p>
<p style="text-align: justify;">A chegada de um terrorista na prisão não traz qualquer explicação quanto à ideologia deste homem; a briga entre facções jamais explica o que opõe as duas, vistas como equivalentes e intercambiáveis; a presença de um doleiro jamais explica a quem suas delações privilegiariam.</p>
<p style="text-align: justify;">Novamente, o filme sobre uma questão evidentemente política evita a política a todo custo.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-258273" src="https://www.papodecinema.com.br/wp-content/uploads/2019/10/20191009-800-1-e1571569499695-750x378.jpg" alt="CARCEREIROS - O FILME" width="750" height="378" title="CARCEREIROS - O FILME 31"></p>
<p style="text-align: justify;">Fugindo ao cerne da questão, esses prisioneiros se tornam iguais, algo que Adriano apresenta como uma conquista (ou seja, a implicação de uma configuração mais democrática), mas apenas implica na facilidade de eliminar a todos eles sem se importar qualquer um.</p>
<p style="text-align: justify;">Personagens fundamentais à trama são abatidos sem consequência à narrativa, que precisa seguir em frente, para o próximo corredor, o próximo inimigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste contexto sangrento, apenas os heróis são à prova de balas, enquanto os outros corpos servem para reforçar a periculosidade do ambiente e, por consequência, a benevolência de Adriano em querer continuar ali dentro.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme recorre ao imaginário popular do banditismo, para o qual estes homens seriam apenas selvagens querendo apenas matar uns aos outros. “Ninguém vai sentir falta de vocês”, brada o personagem de Jackson Antunes, e ele tem razão, pelo menos no que diz respeito ao olhar da direção.</p>
<p style="text-align: justify;">O elenco traz algumas escolhas curiosas. Rodrigo Lombardi é um ator de recursos, muito confortável em sugerir tensão e ambiguidade (como demonstrou no recente O Olho e a Faca, 2018), porém Kaysar Dadour se mostra limitado nas duas grandes cenas em que aparece, e tanto Jackson Antunes quanto Tony Tornado soam como escalações pouco proveitosas para seus papéis.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ótimos Rômulo Braga e Rainer Cadete ocupam papéis que infelizmente não têm possibilidade de aprofundar, devido às limitações do roteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, o contexto é tão apressado ao introduzir uma dúzia de figuras relevantes para a trama que nenhuma delas ganha uma caracterização adequada – o que torna suas mortes ou desfechos ainda mais leves, inconsequentes, algo bastante problemático em se tratando do retrato de uma grave questão social.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-258965" src="https://www.papodecinema.com.br/wp-content/uploads/2019/10/20191016-carcereiros-o-filme-papo-de-cinema-banner-750x309.jpg" alt="CARCEREIROS - O FILME" width="750" height="309" title="CARCEREIROS - O FILME 32"></p>
<p style="text-align: justify;">Talvez este seja o aspecto mais incômodo do projeto como um todo: o senso de inconsequência. Mesmo se apresentando como um dia excepcional na vida de Adriano e da prisão, ao final o herói retorna à cadeia, repetindo o movimento de início, prestes a recomeçar seu trabalho de gestão diplomática e não violenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, um massacre acaba de ocorrer – ainda há presos para vigiar, no dia seguinte? – mas não acompanhamos as consequências na mídia, nas famílias das vítimas, ou ainda na política nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Este era <em>apenas mais um massacre</em>. Como o nosso herói não se importava de fato com nenhum destes mortos, para ele resta apenas voltar ao batente, para um dia de trabalho qualquer.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta escolha talvez vise demonstrar sua resiliência e senso de retidão, mas apenas comprova a indiferença do protagonista, e do filme como um todo, em relação ao conteúdo humano abordado.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>FILME OS PARÇAS 2</title>
		<link>https://pontosdecontato.com.br/cinema/filme-os-parcas-2/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=filme-os-parcas-2</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Moisés Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Nov 2019 21:40:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CINEMA]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Cris D'Amato]]></category>
		<category><![CDATA[Tirullipa]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Cavalcante]]></category>
		<category><![CDATA[Whindersson Nunes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>FILME OS PARÇAS 2 Filme Os Parças 2, após saber que China deixou a cadeia e está em busca de vingança, Romeu (Bruno de Luca) precisa conseguir dinheiro para deixar o país o quanto antes. Para tanto, Toin (Tom Cavalcante), Ray Van (Whindersson Nunes) e Pilôra (Tirulipa) juntam forças para reformar uma colônia de férias, &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>FILME OS PARÇAS 2</h1>
<p style="text-align: justify;">Filme Os Parças 2, após saber que China deixou a cadeia e está em busca de vingança, Romeu (Bruno de Luca) precisa conseguir dinheiro para deixar o país o quanto antes.</p>
<p style="text-align: justify;">Para tanto, Toin (Tom Cavalcante), Ray Van (Whindersson Nunes) e Pilôra (Tirulipa) juntam forças para reformar uma colônia de férias, de forma a atrair jovens de todo tipo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o empreendimento enfim começa a funcionar, eles logo passam a competir com uma colônia vizinha, bem mais requintada.</p>
<p style="text-align: justify;">Data de lançamento: 28 de novembro de 2019<br />
Direção: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/cris-damato/">Cris D&#8217;Amato</a></strong><br />
Elenco: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/tom-cavalcante/">Tom Cavalcante</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/whindersson-nunes/">Whindersson Nunes</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/tirullipa/">Tirullipa</a></strong> mais<br />
Gênero: Comédia<br />
Nacionalidade: Brasil</p>
<p style="text-align: justify;">Link do vídeo:<a href="http://bit.ly/37oW5EU" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #003300;"><strong>Os Parças 2 </strong></span></a></p>
<h2 style="text-align: justify;">SINOPSE E CRÍTICA</h2>
<p style="text-align: justify;">Seria possível dedicar um texto inteiro à constatação do humor regressivo de <em>Os Parças 2</em>, representado pela obsessão da escatologia (cenas de diarreia, peidos, a longa descrição de um “troço” no vaso sanitário) e pelo fetiche de uma genitalidade assexuada (os personagens pensam em sexo, falam sobre pênis de jumentos e lançam objetos em direção a testículos, mas jamais atingem qualquer forma de gozo).</p>
<p style="text-align: justify;">No Filme Os Parças 2 seria importante apontar o humor infantil de personagens tropeçando e caindo, das pias quebrando, canos explodindo, camas se desmontando, e mesmo cenas de torta na cara.</p>
<p style="text-align: justify;">Caberia ressaltar o humor que rima “sushi” e “xixi”, e inclui frases de potencial cômico duvidoso como <em>“Adolescente com fome come até a </em><em>palma da mão”</em>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11642 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/11/FILME-OS-PARÇAS-02.jpg" alt="FILME OS PARÇAS 2" width="940" height="473" title="FILME OS PARÇAS 2 36" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/11/FILME-OS-PARÇAS-02.jpg 940w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/11/FILME-OS-PARÇAS-02-300x151.jpg 300w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/11/FILME-OS-PARÇAS-02-768x386.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /></p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, existe um aspecto mais curioso neste projeto, e que demonstra sua inserção nos novos tempos. O filme tem plena consciência de que fazer piadas de gordos, de nordestinos, de travestis e de mulheres frágeis se tornou inaceitável diante da reivindicação das minorias por uma representatividade respeitosa.</p>
<h3>FILME OS PARÇAS 2</h3>
<p style="text-align: justify;">Portanto, trata de incluir várias frases de conscientização em meio às trapalhadas circenses dos personagens. <em>“Isso é bullying!”</em>, grita um garoto. <em>“Eu não preciso de ninguém para me ajudar”</em>, explica a garota a respeito de uma travessia na lama.</p>
<p style="text-align: justify;">Rumo ao final, os diálogos são tomados por frases de efeito sobre a aceitação do próximo e à descoberta de seu próprio potencial. Estaríamos diante de uma comédia progressista, ciente da necessidade de rir dos opressores, ao invés dos oprimidos?</p>
<p style="text-align: justify;">Nada disso. <em>Os Parças 2</em> assimilou as frases de uma sociedade inclusiva, porém não o seu conteúdo. A piada contra a gordofobia é introduzida depois de diversas cenas ridicularizando o garoto gordo por quebrar a cama ou usar uma camiseta curta demais, além de ter fome o tempo inteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">A indignação diante do preconceito contra nordestinos acontece após a extensa introdução na qual três personagens nordestinos se comportam como selvagens dentro de um restaurante de luxo repleto de sudestinos.</p>
<p style="text-align: justify;">A fala sobre igualdade vem pouco tempo após o homem heterossexual se “fingir” de mulher para escapar de um estabelecimento sem pagar, o que reincide na imagem nociva da travesti como figura ridícula, enganadora, pouco confiável.</p>
<h3>OS PARÇAS 2 Filme</h3>
<p style="text-align: justify;">As meninas empoderadas do início, que não precisavam dos meninos para ajudá-las, serão salvas pelos mesmos meninos mais tarde, para então caírem nos braços deles.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11643 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/11/FILME-OS-PARÇAS-02-2.jpg" alt="FILME OS PARÇAS 2" width="942" height="393" title="FILME OS PARÇAS 2 37" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/11/FILME-OS-PARÇAS-02-2.jpg 942w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/11/FILME-OS-PARÇAS-02-2-300x125.jpg 300w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/11/FILME-OS-PARÇAS-02-2-768x320.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 942px) 100vw, 942px" /></p>
<p>Em outras palavras, existe um cinismo profundo neste humor de aparência ingênua, por perceber seu conservadorismo e inadequação à sociedade atual, mas não se importar em efetuar qualquer mudança no conteúdo.</p>
<p style="text-align: justify;">O discurso obtuso está diluído no ritmo ágil de uma narrativa dotada de pouquíssimo senso lógico (a necessidade de trabalhar na colônia de férias, o desfecho envolvendo o vilão China).</p>
<p style="text-align: justify;">O cenário, as ações e os personagens coadjuvantes se tornam meras desculpas para as trapalhadas de Toin (Tom Cavalcante), Ray Van (Whindersson Nunes), Pilôra (Tirullipa) e Romeu (Bruno de Luca), que se limitam a pular, gritar e correr em 90% das cenas.</p>
<p style="text-align: justify;">Filme Os Parças 2 &#8211; Os três primeiros não possuem personalidades realmente distintas, limitando-se à mistura de ingenuidade e burrice.</p>
<p style="text-align: justify;">Não por acaso, são estes os personagens nordestinos, em oposição ao carioca Romeu, o mais esperto e sério do grupo, do qual o roteiro não consegue extrair muita comicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a comédia nacional de grandes estúdios descobrir a capacidade de rir dos poderosos, ao invés de ridicularizar o povo (algo que até o novo <em>Zorra</em> já começou a fazer), descobrirá farto material nas elites de Sul, Sudeste e Distrito Federal.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isso, o alvo ainda são nordestinos com medo de jumentos sem cabeça e mulheres gordas que precisariam ser “levantadas com guindaste”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11644 aligncenter" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/11/FILME-OS-PARÇAS-2-3.jpg" alt="FILME OS PARÇAS 2" width="941" height="486" title="FILME OS PARÇAS 2 38" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/11/FILME-OS-PARÇAS-2-3.jpg 941w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/11/FILME-OS-PARÇAS-2-3-300x155.jpg 300w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/11/FILME-OS-PARÇAS-2-3-768x397.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 941px) 100vw, 941px" /></p>
<p style="text-align: justify;">A direção tampouco ajuda, exagerando de tal maneira na caracterização dos espaços e dos personagens que perde qualquer contato com a realidade e, portanto, qualquer possibilidade de identificação.</p>
<p style="text-align: justify;">Tom Cavalcante, Tirullipa, Whindersson Nunes e Bruno de Luca são humoristas talentosos, porém prejudicados pelo material grosseiro, frágil enquanto narrativa e humor, e pela câmera que se aproxima de cada careta ou olho arregalado.</p>
<h3>FILME OS PARÇAS 2</h3>
<p style="text-align: justify;">Por mais que inclua chamadas no FaceTime e transmissões ao vivo via celular, por mais que introduza bordões da moda entre jovens “descolados”, <em>Os Parças 2</em> ainda soa terrivelmente anacrônico e desrespeitoso, não apenas com os tipos retratados, mas com o próprio público em busca de qualquer forma de entretenimento que não passe pela banalização e a chacota.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Mas é humor, e humor é assim mesmo!”</em>, diziam algumas vozes na saída da sessão. Sem dúvida, trata-se de humor. No entanto, existe um universo amplo de possibilidades dentro da comédia, o público não pode se contentar com tamanho empobrecimento da qualidade cinematográfica em nome do humor.</p>
<p style="text-align: justify;">A comicidade não implica numa licença para fazer o que quer que seja, pelo contrário: quando se ri de alguém (e com alguém), a responsabilidade se torna ainda maior em relação ao alvo das piadas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">Filme PARÇAS 2 Dublado Online, PARÇAS 2 Assistir Filme Completo, assistir Filme PARÇAS 2 Dublado Online, assistir filme PARÇAS 2 completo em portugues, PARÇAS 2 filme legendado portugues, PARÇAS 2 Filme Completo Dublado, PARÇAS 2 Filme Completo Legendado, PARÇAS 2 Filme completo.</span></p>
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		<title>FILME MARIA DO CARITÓ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Moisés Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Nov 2019 19:33:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CINEMA]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Vaz]]></category>
		<category><![CDATA[João Paulo Jabur]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Carneiro da Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Lília Cabral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>FILME MARIA DO CARITÓ Assista ao filme Maria do Caritó, Às vésperas de completar 50 anos, Maria do Caritó (Lilia Cabral) vive em uma pequena cidade do Nordeste em meio a simpatias para que, enfim, consiga se casar. Prometida a São Djalminha assim que nasceu, devido a um parto difícil, ela nunca encontrou um companheiro de &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: justify;">FILME MARIA DO CARITÓ</h1>
<p style="text-align: justify;">Assista ao filme Maria do Caritó, Às vésperas de completar 50 anos, Maria do Caritó (Lilia Cabral) vive em uma pequena cidade do Nordeste em meio a simpatias para que, enfim, consiga se casar.</p>
<p style="text-align: justify;">Prometida a São Djalminha assim que nasceu, devido a um parto difícil, ela nunca encontrou um companheiro de verdade. Entretanto, suas esperanças ressurgem com a chegada de um circo, já que uma cartomante lhe disse que seu pretendente seria um homem de fora.</p>
<p style="text-align: justify;">Data de lançamento: 31 de outubro de 2019 (1h 34min)<br />
Direção: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/joao-paulo-jabur/">João Paulo Jabur</a></strong><br />
Elenco: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/lilia-cabral/">Lília Cabral</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/gustavo-vaz/">Gustavo Vaz</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/juliana-carneiro-da-cunha/">Juliana Carneiro da Cunha</a></strong> mais<br />
Gênero: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/comedia/">Comédia</a></strong><br />
Nacionalidade: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/brasil/">Brasil</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">LINK DO VÍDEO: <span style="color: #008000;"><strong><a style="color: #008000;" href="http://bit.ly/2QDYky6" target="_blank" rel="noopener noreferrer">MARIA DO CARITÓ</a></strong></span></p>
<h2 style="text-align: justify;">SINOPSE E CRÍTICA</h2>
<p style="text-align: justify;">Cansada da vida solitária que leva, Maria sonha em encontrar um verdadeiro amor. Prometida pelo pai para ser entregue virgem a São Djalminha, um santo de quem ninguém nunca ouviu falar, só mesmo um milagre poderia ajudar.</p>
<p style="text-align: justify;">A única certeza que Maria tem é que, custe o que custar, precisa desencalhar e sair de uma vez desse fim do mundo onde mora.</p>
<p style="text-align: justify;">Baseado na peça homônima, também protagonizada por Lília Cabral, <em>Maria do Caritó</em> guarda bem nítida a sua relação com os palcos, principalmente no que diz respeito ao texto, ao seu tempo, às suas pausas e métricas específicas, numa evidente tentativa de lirismo.</p>
<p style="text-align: justify;">O diretor João Paulo Jabur mantém essa ponte menos como forma de criar um diálogo fecundo entre formas distintas para expressar uma mesma história, mais como cacoete a fim de não se desvirtuar de algo antes exitoso.</p>
<p style="text-align: justify;">A protagonista é Maria (Lília), cuja virgindade foi prometida desde cedo pelo pai a um santo que ninguém conhece. A “virtude” lhe torna candidata a santificação, com direito à venda da solução gerada a partir de seu suor, a beberagem supostamente benta.</p>
<p style="text-align: justify;">Há em curso o processo de beatificação dela no Vaticano. A ambientação é interiorana, num espaço próprio a uma vida demarcada pela inocência.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, aquilo poderia exalar o perfume da nostalgia, especialmente pelo elo com Amácio Mazzaropi e afins, acaba sendo na telona um produto anacrônico e frágil enquanto cinema.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-252050" src="https://www.papodecinema.com.br/wp-content/uploads/2019/08/20190808-maria-do-carit-papo-de-cinema-3-750x501.jpg" alt="FILME MARIA DO CARITÓ" width="750" height="501" title="FILME MARIA DO CARITÓ 41"></p>
<p style="text-align: justify;">Há um exagero de cenas obviamente capturadas como drones, artifício que se tornou a obsessão de alguns realizadores. As músicas, com raras exceções, apenas sobem e descem mecanicamente nas transições das sequências.</p>
<p style="text-align: justify;">A decupagem e a encenação remontam a uma estética televisiva de outrora, atualmente ultrapassada por uma equivalente mais híbrida. <em>Maria do Caritó</em> não dá conta de sustentar a credulidade como um atributo intrínseco ao povo distanciado do ceticismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar dos esforços louváveis de Lília, Maria é uma personagem que simplesmente não funciona ao oscilar entre atender aos anseios paternos e finalmente encontrar o amor de sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela não quer ser beatificada, prefere a isso um beijo ardente de alguém que metaforicamente lhe revolva as entranhas. Tal discrepância é mal articulada nesse longa-metragem com cheiro de coisa guardada. A ótima Fininha (Kelzy Ecard) é subaproveitada, restrita a ser a mera escudeira fiel.</p>
<p style="text-align: justify;">Maria vê o circo chegar à cidade e com ele a esperança do “desencalhe”. João Paulo Jabur não investe no óbvio antagonismo entre o terreno libertário da arte e a propensão ao tradicional (coronelista) de instituições como o legislativo e a igreja local.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo assim, Maria cai de amores (ou seria desespero responsável por cegar?) por um russo mais falso do que nota de três reais, integrante do show itinerante.</p>
<p style="text-align: justify;">Anatoli (Gustavo Vaz) se limita a fazer um sotaque sem vergonha, geralmente apenas acrescentando o sufixo “dovski” depois de cada palavra, num recurso que esgota sua comicidade rapidamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Falta graciosidade ao filme, fruto, sobretudo, da incapacidade do realizador para compreender esse Brasil profundo e, com isso, articular uma visão romântica a respeito do mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">A bandeira que a protagonista carrega na cena final é atirada no clímax como maneira de encerrar com a mensagem de positividade e valorização da individualidade que não é fomentada no decurso.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-252051" src="https://www.papodecinema.com.br/wp-content/uploads/2019/08/20190808-maria-do-carit-papo-de-cinema-4-750x501.jpg" alt="FILME MARIA DO CARITÓ" width="750" height="501" title="FILME MARIA DO CARITÓ 42"></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Maria do Caritó</em> tem transições mal enjambradas. Avolumadas, criam uma sensação de falta de consistência. Muita coisa acontece, mas pouca com impacto, seja de que ordem for.</p>
<p style="text-align: justify;">Lá pelas tantas, como se não fosse o bastante aprisionar os potenciais em diversas camisas-de-força limitadoras, surge a reviravolta absolutamente gratuita e disposta no conjunto com um desajeito gritante.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez revelada a verdade, a resposta daquele que perpetrou uma lorota durante décadas é não menos trôpega e burocrática, não deixando espaços para desenvolvimentos ou mesmo marcas condizentes com o seu conteúdo.</p>
<p style="text-align: justify;">Se passado pelo prisma de produções a ele anteriores, principalmente as focadas numa vida distante dos grandes centros, o longa não chega perto de homenagear um estilo de vida ultrapassado pela celeridade da contemporaneidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, se partirmos da forma como o todo se comunica com as demandas atuais, o filme soa como uma nota dissonante e gasta.</p>
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		<title>Filme Kéfera &#8211; Eu Sou Mais Eu</title>
		<link>https://pontosdecontato.com.br/cinema/filme-kefera-eu-sou-mais-eu/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=filme-kefera-eu-sou-mais-eu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Moisés Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jan 2019 00:10:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CINEMA]]></category>
		<category><![CDATA[24 de janeiro de 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanna Lancellotti]]></category>
		<category><![CDATA[João Côrtes]]></category>
		<category><![CDATA[Kéfera Buchmann]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Amorim]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Filme Kéfera &#8211; Eu Sou Mais Eu Assista ao filme da Kéfera &#8211; Eu Sou Mais Eu, no filme Camila Mendes (Kéfera Buchmann) é uma popstar arrogante, que busca o sucesso a todo custo. Prestes a lançar uma nova música, ela é surpreendida em casa pela visita de sua fã número 1 (Marcella Rica), que &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: justify;">Filme Kéfera &#8211; Eu Sou Mais Eu</h1>
<p style="text-align: justify;">Assista ao filme da Kéfera &#8211; Eu Sou Mais Eu, no filme Camila Mendes (Kéfera Buchmann) é uma popstar arrogante, que busca o sucesso a todo custo.</p>
<p style="text-align: justify;">Prestes a lançar uma nova música, ela é surpreendida em casa pela visita de sua fã número 1 (Marcella Rica), que insiste em tirar uma selfie com ela.</p>
<p style="text-align: justify;">O que Camila não esperava era que tal situação a levasse de volta à adolescência, quando sofria bullying de praticamente todos no colégio.</p>
<p style="text-align: justify;">Seu único amigo é Cabeça (João Côrtes), que tenta ajudá-la a encontrar seu verdadeiro eu, já que só assim conseguirá voltar à sua realidade.</p>
<p>Data de lançamento: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/24-de-janeiro-de-2019/">24 de janeiro de 2019</a></strong> (1h 38min)<br />
Direção: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/pedro-amorim/">Pedro Amorim</a></strong><br />
Elenco: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/kefera-buchmann/">Kéfera Buchmann</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/giovanna-lancellotti/">Giovanna Lancellotti</a></strong>, <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/joao-cortes/">João Côrtes</a></strong> mais<br />
Gênero: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/comedia/">Comédia</a></strong><br />
Nacionalidade: <strong><a href="https://pontosdecontato.com.br/tag/brasil/">Brasil</a></strong></p>
<p>Link do vídeo: <span style="color: #339966;"><strong><a style="color: #339966;" href="http://bit.ly/2Y49U7o" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Filme da Kéfera &#8211; Eu Sou Mais Eu</a></strong></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-full wp-image-10901" src="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/01/eu-sou.jpg" alt="Filme Kéfera - Eu Sou Mais Eu" width="1200" height="628" title="Filme Kéfera - Eu Sou Mais Eu 44" srcset="https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/01/eu-sou.jpg 1200w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/01/eu-sou-300x157.jpg 300w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/01/eu-sou-768x402.jpg 768w, https://pontosdecontato.com.br/wp-content/uploads/2019/01/eu-sou-1024x536.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="col-md-12 sinopse">
<h2></h2>
<h2></h2>
<h2></h2>
<h2 class="info-name amy-title" style="text-align: center;">SINOPSE E CRÍTICA</h2>
<p style="text-align: justify;">A estrela pop Camilla vê todo o seu sucesso desaparecer misteriosamente ao voltar no tempo, mais precisamente para o ano de 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora ela precisa lidar com os dramas da adolescência, o <em>bullying</em> da inimiga Drica, as provas e trabalhos da escola… tudo de novo!</p>
<p style="text-align: justify;">Difícil mesmo vai ser convencer o seu melhor amigo, Cabeça, que ela veio do futuro e precisa da sua ajuda para descobrir como voltar.</p>
<p style="text-align: justify;">A temática da segunda chance não é necessariamente uma novidade. O cinema está repleto de histórias em que personagens ganham, seja de quem for, a possibilidade de refazer percursos e corrigir erros determinantes do passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>Eu Sou Mais Eu</em>, Camilla (Kéfera Buchmann) é uma cantora de sucesso, verdadeira popstar que desde os primeiros momentos demonstra antipatia e fastio diante de admiradores, da empresaria, do namorado que constantemente faz publicidade com sua imagem de galã, enfim, da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela, portanto, não seria “merecedora” de tamanha visibilidade, pois uma pessoa nada humilde, mesquinha e que pensa somente em si, capaz de refutar chamadas telefônicas da mãe com a mesma veemência com que rechaça demonstrações de afeto vindas dos fãs.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse momento inicial, o longa-metragem de <a href="https://www.papodecinema.com.br/artistas/pedro-amorim/" rel="noopener">Pedro Amorim</a> tenta sedimentar uma imagem de diva hiperssexualizada, algo expressado desconfortavelmente por Kéfera, intérprete que não dá conta de encarnar precisamente essa mulher fatal de sucesso e estilo comparáveis aos de Anitta e Lady Gaga.</p>
<p style="text-align: justify;">O encontro de Camilla com Cabeça (João Côrtes), amigo das antigas, atualmente um crítico musical, traz à tona traumas da época escolar, na qual a então celebridade foi uma adolescente desajeitada, constantemente vítima de chacota.</p>
<h3>Eu Sou Mais Eu</h3>
<p style="text-align: justify;">Por força de algum poder desconhecido, ela é arremessada justamente nesse período em que estava prestes a acabar o ensino médio, tendo a chance de recriar sua trajetória a fim de apagar humilhações.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de seu carisma, Kéfera Buchmann não consegue estabelecer uma variação matizada entre as duas dimensões da personagem, ora apresentado trejeitos exagerados de quem era considerada pária estudantil, ora retomando a personalidade caracterizada por uma soma de excesso de confiança e mesquinhez.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Eu Sou Mais Eu</em> tenta escapar aos lugares-comuns atribuídos a esse tipo de enredo propício à instauração de lições de moral, num crescendo marcado por arrependimentos e aprendizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora essa vontade seja louvável, o caminho alternativo não vinga, principalmente por conta da falta de consistência das sucessivas escolhas da protagonista. Há um problema estrutural, mais atrelado ao discurso frágil e limitador.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante do antagonismo de Drica (Giovanna Lancellotti), Camilla intui que conseguirá mudar o seu destino apenas se antecipar a postura arrogante do futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela, então, alisa o cabelo com o formol afanado, passando, como num passe de mágica, a atrair atenções.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa falta de gradação no caminhar da personagem é, em parte, justificada pela experiência alocada num corpo de antes, o que geraria certas vantagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, até a fase de adaptação à antiga e insólita realidade acontece de forma demasiadamente abrupta.</p>
<p style="text-align: justify;">As músicas se encarregam de oferecer a contextualização do primeiro quinquênio dos anos 2000, com a recorrência de <em>Ragatanga</em>, sucesso do grupo Rouge, hit que explodiu nas paradas de sucesso em 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui, a canção-chiclete ganha uma simbologia especial. Ainda que intente escapar aos clichês, <em>Eu Sou Mais Eu</em> se vale deles, sobretudo, no que diz respeito ao crescente descarte do amigo considerado bizarro pelos colegas descolados.</p>
<h3>Filme Kefera</h3>
<p style="text-align: justify;">É ele que oferece à Camilla a possibilidade de se redimir subitamente, encaminhando um desfecho conciliatório e postiço.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Eu Sou Mais Eu</em> é combalido exatamente por uma ausência de densidade na concepção dos personagens, bem como no que concerne às suas ações e reações.</p>
<p style="text-align: justify;">O bonito vínculo com o avô vivido por Arthur Kohl – disparado, o destaque positivo do elenco –, ensaia servir de âncora à Camilla, mas é tão subaproveitado quanto a dinâmica com as velhas desavenças que se bandeiam para seu lado tão logo a popularidade a alcança.</p>
<p style="text-align: justify;">Kéfera Buchmann acerta nos instantes em que não são necessárias nuances, quando a protagonista é marcada por atitudes descomedidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, a discrepância entre a superstar e a menina acanhada é, no mais das vezes, artificial, especialmente porque não há indícios residuais de uma na outra, o que cria um ruído considerável na unidade, uma bipartição contraproducente.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme é incapaz de questionar o lugar da celebridade, a pressão que faz mulheres desdenharem umas das outras e, quiçá, sugere algo além do final feliz com todas as peças no devido lugar, em que uma suposta futilidade atrelada ao estilo musical é trocada pela “seriedade” da “arte”, com direito à &#8220;frustração&#8221; de ser crítico substituída pelo sucesso artístico, o que reforça um estereótipo infantil.</p>
</div>
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